terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sivo rouba um milhão de UTVs de participante de programa

Sivo Saltos não é um homem honesto, e disso todo mundo sabe. Mais uma prova de sua canalhice foi durante um programa do estilo gincana, onde os participantes disputavam prêmios que chegavam até a quantia de um milhão de UTVs. No entanto, devido a dificuldade das tarefas, dificilmente algum dos participantes chegava a ganhar mais de dez mil UTVs.

No entanto, um dia, o participante Tilébiro chegou à fase final e, no sorteio dos prêmios, pegou o cartão de um milhão de UTVs. Até aí, nada de anormal, afinal a última gincana era extremamente difícil e o tempo disponível para realizá-la inversamente proporcional ao prêmio. O prêmio de um milhão já tinha sido sorteado outras vezes, mas nunca ninguém tinha ganho.

O tempo era alocado em múltiplos de 24 segundos e uma música ficava tocando durante a execução da prova, fazendo a contagem do tempo, apenas para pressionar o participante a acelerar o ritmo e cometer erros. Normalmente, o climax do programa era quando a contagem chegava ao 24, pois a música terminava chamando o participante de viado. Normalmente o público presente ficava alucinado, xingando o participante de viado também, e era uma tremenda frustração quando o participante conseguia terminar a prova no tempo previsto e a contagem era interrompida. Por sortear um milhão, Tilébiro ganhou 72 segundos pra completar a maratona, que consistia de diversas provas, como correr e encher o balde com uma caneca furada e completar um percurso correndo, carregando um ovo equilibrado em uma colher na boca.

No entanto, a prova mais temida era a de achar as agulhas no palheiro. Um monte de 3 metros de altura de palha era colocado no palco com 10 agulhas dentro. O participante tinha um ímã para atrair as agulhas, mas tinha que literalmente mergulhar dentro do monte, com o risco de se espetar nas agulhas. A maioria dos participantes não conseguia achar nem três agulhas em 5 minutos. Mas a sorte estava ao lado de Tilébiro e, milagrosamente, ele achou as 10 agulhas rapidinho.

Prestes a estourar o tempo da prova, o público estava extasiado, aguardando a contagem chegar a 24. Tilébiro estava na última prova da gincana, que era a de carregar o ovo com uma colher na boca. Quando a contagem chegou a 21, faltavam cerca de 15 metros para completar o percurso. Tilébiro arriscou tudo apressando o passo, de forma que faltava menos de dois metros quando a contagem ia chegar a 23. Apesar do tempo apertado, era mais do que suficiente para ele cruzar a linha e ganhar um milhão de UTVs.

O que ele não contava era com a esperteza de Sivo e seus comparsas. Quando a contagem ia anunciar 23, ela foi abruptamente interrompida pelo anúncio do 24. A torcida, em polvorosa, comemorou a derrota e xingou Tilébiro de viado a plenos pulmões. Tilébiro, sem entender direito o que aconteceu, fico paralizado. O vídeo da sua frustração e do ovo rolando da colher e se espatifando em seu pé virou meme no youtili e a tag #omaioridiota virou trending topic por uma semana no Tilitter. Apesar de Tilébiro ter sido prejudicado, foi alegado que o contador estava certo e que Tilébiro tinha perdido a disputa de um milhão de UTVs.

Após o sucesso de sua fraude, Sivo utilizou o mesmo expediente diversas outras vezes para roubar competidores por quantias bem menores. Na verdade, a o áudio com o número 24 era acionado por um botão, quando Sivo quisesse. Uma vez ele chegou ao cúmulo de acionar quando a contagem estava no 15, para evitar que o participante ganhasse 10 mil UTVs. Ninguém protestou, pois a platéia toda queria mesmo era ouvir a contagem chegar a 24 pra xingar o participante de viado.

Porém, dessa vez o participante entrou na justiça e o ministério público tilino conduziu uma investigação, provando que os supostos pulos do contador eram na verdade um esquema de fraude, descobrindo que o Sivo tinha um controle com um botão para acionar o 24 a bel-prazer. Sivo perdeu o processo e teve que pagar as 10 mil UTVs que roubou do participante que o processou. Além disso, a contagem até 24 foi banida, por humilhar os participantes do programa.

A família de Tilébiro também processou o Sivo, mas o processo se encontra parado na justiça. Tilébiro, desgostoso, acabou morrendo sem ver a cor do dinheiro que era seu por direito, por ter vencido a grande gincana de um milhão de UTVs.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os dias de Infâmia - Desfecho

O movimento logo radicalizou e, em poucas horas, se tornou um movimento pela saída de Tilic do poder. Muitos protestos violentos e quebra-quebra foram reportados. Enquanto isso, Tilibleu Costa, liderando o grupo dos que acreditavam que o atentado tinha sido fruto da operação mata-gay, tentava voltar o foco da discussão para a homofobia, mas não conseguiu.

Enquanto isso, a revista Seja publicou uma edição especial classificando a atuação do presidente Tilic como "A maior patuscada da história tilina". Em conjunto com isso, o Pe. Tilana Bostolo, representando a Igreja dos Santos Tilinos, emitiu nota condenando o presidente Tilic e, trazendo com ele setores mais conservadores da sociedade, deixando o presidente ilhado.

O clima de tensão era tão grande que o ex-presidente Tilinélson II foi eleito para negociar com Tilic uma saída pacífica para o impasse, já que o mesmo ainda contava com o apoio de parte da imprensa, sobretudo as revistas Isto Foi e a TV Tilord, e do exército. Temia-se que Tilic utilizasse as forças armadas para massacrar os revoltosos. Enquanto isso, o sábio político Torotolop veio a público e tentou apaziguar os ânimos, argumentando que a situação toda era absurda e que nada além da paz e o entendimento deveriam ser tolerados. Entretanto, a massa furiosa julgou-o como defensor do presidente Tilic e Torotolop acabou sendo morto, linchado pela multidão.

Ao cair da noite seguinte ao assassinato de Gayzyz, uma notícia bombástica selou o destino do presidente Tilic. A polícia concluiu que o crime tinha sido um assalto comum, pois o rolex de Gayzyz foi roubado. Gayzalherds, antes envergonhado, confessou que tudo não passou de um assalto. Isso foi o suficiente para atiçar a multidão, que exigiu a cabeça de Tilic. Com milhões de pessoas nas ruas, liderados pelo Pe. Tilana Bostolo, a situação ficou insustentável, e Tilinélson II intensivou as negociações com Tilic. Depois de diversas tentativas frustradas, chegou-se a uma solução para o impasse: o regime foi mudado para parlamentarismo, Tilic permaneceu como presidente e indicou Tilinélson II como primeiro ministro.

A solução para o impasse agradou o povo, já que Tilic perderia a maioria dos poderes que ele tinha e as lideranças do movimento contra o presidente Tilic trataram de dissolver as manifestações, mostrando satisfação com o resultado das negociações. Na verdade, Tilana Bostolo, a direção da TV Tilino e da revista Seja temiam que o protesto escalasse para guerra civil e conspiraram para convencer o povo que o desfecho tinha sido satisfatório.

Com a dissolução dos protestos, o país voltou à normalidade. Para apaziguar mais os ânimos da população, Tilibleu Costa foi eleito culpado por tudo o que aconteceu e preso. Assim, encerrou-se um dos acontecimentos mais marcantes da história recente tilina, que quase rachou ao meio a sociedade e levou os Tilinos Tilio a uma guerra civil.