segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os dias de Infâmia - Desfecho

O movimento logo radicalizou e, em poucas horas, se tornou um movimento pela saída de Tilic do poder. Muitos protestos violentos e quebra-quebra foram reportados. Enquanto isso, Tilibleu Costa, liderando o grupo dos que acreditavam que o atentado tinha sido fruto da operação mata-gay, tentava voltar o foco da discussão para a homofobia, mas não conseguiu.

Enquanto isso, a revista Seja publicou uma edição especial classificando a atuação do presidente Tilic como "A maior patuscada da história tilina". Em conjunto com isso, o Pe. Tilana Bostolo, representando a Igreja dos Santos Tilinos, emitiu nota condenando o presidente Tilic e, trazendo com ele setores mais conservadores da sociedade, deixando o presidente ilhado.

O clima de tensão era tão grande que o ex-presidente Tilinélson II foi eleito para negociar com Tilic uma saída pacífica para o impasse, já que o mesmo ainda contava com o apoio de parte da imprensa, sobretudo as revistas Isto Foi e a TV Tilord, e do exército. Temia-se que Tilic utilizasse as forças armadas para massacrar os revoltosos. Enquanto isso, o sábio político Torotolop veio a público e tentou apaziguar os ânimos, argumentando que a situação toda era absurda e que nada além da paz e o entendimento deveriam ser tolerados. Entretanto, a massa furiosa julgou-o como defensor do presidente Tilic e Torotolop acabou sendo morto, linchado pela multidão.

Ao cair da noite seguinte ao assassinato de Gayzyz, uma notícia bombástica selou o destino do presidente Tilic. A polícia concluiu que o crime tinha sido um assalto comum, pois o rolex de Gayzyz foi roubado. Gayzalherds, antes envergonhado, confessou que tudo não passou de um assalto. Isso foi o suficiente para atiçar a multidão, que exigiu a cabeça de Tilic. Com milhões de pessoas nas ruas, liderados pelo Pe. Tilana Bostolo, a situação ficou insustentável, e Tilinélson II intensivou as negociações com Tilic. Depois de diversas tentativas frustradas, chegou-se a uma solução para o impasse: o regime foi mudado para parlamentarismo, Tilic permaneceu como presidente e indicou Tilinélson II como primeiro ministro.

A solução para o impasse agradou o povo, já que Tilic perderia a maioria dos poderes que ele tinha e as lideranças do movimento contra o presidente Tilic trataram de dissolver as manifestações, mostrando satisfação com o resultado das negociações. Na verdade, Tilana Bostolo, a direção da TV Tilino e da revista Seja temiam que o protesto escalasse para guerra civil e conspiraram para convencer o povo que o desfecho tinha sido satisfatório.

Com a dissolução dos protestos, o país voltou à normalidade. Para apaziguar mais os ânimos da população, Tilibleu Costa foi eleito culpado por tudo o que aconteceu e preso. Assim, encerrou-se um dos acontecimentos mais marcantes da história recente tilina, que quase rachou ao meio a sociedade e levou os Tilinos Tilio a uma guerra civil.

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